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Psicologia
A psicologia é a ciência que estuda os processos mentais. A palavra vem do grego: psico (alma ou atividade mental) – logía (estudo).Esta disciplina analisa as três dimensões desses processos: cognitiva, afetiva e comportamental.
Muitas vezes o conhecimento psicológico é entendido como método de avaliação e tratamento de psicopatologias, mas tem um foco muito mais vasto do que esse.
É também direcionado à compreensão e resolução de problemas em diferentes níveis do comportamento humano. Trabalhando o conhecimento que a pessoa tem de si próprio e da envolvente externa, de forma a conseguir lidar de maneira harmoniosa e satisfatória com os desafios da sua vida.
Apesar da Psicologia remontar aos anos 400 a 500 a.c., os avanços significativos deram-se nos últimos 150 anos, trazendo visões e correntes destintas, enriquecedoras para a compreensão do comportamento humano. Atualmente podemos contar com abordagens muito pragmáticas e de aplicabilidade resolutiva muito interessantes.
Um exemplo disso é o EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing).
O que é EMDR?
O EMDR é uma nova forma de psicoterapia, desenvolvida nos Estados Unidos no final dos anos 80 pela psicóloga Francine Shapiro.
O que permite?
EMDR é uma terapia que permite o reprocessamento de lembranças difíceis e dolorosas através da estimulação bilateral dos hemisférios cerebrais, direito e esquerdo. Inicialmente foi muito utilizado em casos de pessoas expostas a grandes traumas e de situações de grande stress. Contudo, a evolução e o aperfeiçoamento desta terapia, levou a que o seu campo de atuação fosse alargado a várias outas situações.
Hoje o EMDR é constituído por um conjunto de protocolos que integram elementos de diferentes abordagens terapêuticas. Encontra-se na primeira linha das terapias aconselhadas para os grandes flagelos traumáticos da nossa era pela sua eficácia, rapidez e durabilidade dos resultados. Durante o procedimento de reprocessamento, o paciente observa e controla todo o processo, permanecendo totalmente consciente do mesmo.
O EMDR é uma abordagem terapêutica, em si mesmo, muito eficaz, não havendo necessidade do auxílio de outras técnicas terapêuticas. Contudo, tem a vantagem de poder ser conjugado com inúmeras outras abordagens, enriquecendo o processo terapêutico.
A Psicologia moderna tratou de compilar elementos sobre o comportamento e a experiência humana. Organizando-os de forma sistemática e elaborando teorias para a sua compreensão, dando-nos assim a possibilidade de atuar sobre a nossa Psique, entendendo e atuando sobre os nossos comportamentos. Quem nunca refletiu, o porquê de pensar ou ter determinado comportamento?! E quis modifica-lo, mas ser incapaz. A Psicologia vem dar estrutura e compreensão sobre esses mecanismos.
De uma forma muito simplista, podemos definir a Psicologia como a ciência que estuda o comportamento e as funções mentais, procurando princípios gerais que os expliquem, estabelecendo princípios universais com o propósito final de benefício do individuo e do sistema integrado.
Destinando-se a todas as pessoas, durante uma consulta de Psicologia pode contar: com um processo de total confidencialidade, num espaço de suporte e sustentação para a experiencia partilhada; e com o trabalho conjunto com o Psicólogo, de forma a organizar e ressignificar as suas experiencias.
Depois de um Processo Psicológico terá maior capacidade de auto-gestão emocional e questões como: ansiedade, angustia, tristeza, depressão, ataques de pânico, dificuldades em dormir, fobias, desmotivação, cansaço generalizado, questões relacionais, etc., podem ser tópicos ultrapassados e resolvidos, encontrando uma maior autorregulação e bem-estar.
E se passasse por um processo Psicológico, será que a sua vida ou a forma como está nela seria a mesma? Ou conseguiria ver-se num outro nível de realização e satisfação?
A Programação Neurolinguística (PNL) foi observada, pesquisada e criada no início da década de 70, pelos americanos Richard Bandler, Jonh Grinder e Frank Pucelik.
Esta pesquisa baseou-se em teorias como: a Sistémica, a Gestalt, a Hipnose, a Cibernética, a Informática, Linguística, entre outras; e em métodos e estratégias utilizados por psicoterapeutas como Virginia Satir (terapeuta sistémica e familiar) e Milton Ericson (considerado por muitos pai da Hipnose).
PNL / Coaching
“A PNL foi especificamente criada para nos permitir fazer a magia, criando novas maneiras de entender como a comunicação verbal e não-verbal afetam o cérebro humano. Desta forma a PNL, apresenta-se como uma oportunidade invulgar, não só de comunicarmos melhor connosco próprio e com os outros, mas também, de aprender como obter maior controle sobre o que nós consideramos funções automáticas da nossa própria neurologia..
Richard Bandler
Nesta exploração e investigação, surge um vasto conjunto de técnicas que permitem trabalhar a estrutura do pensamento. Posteriormente, foi ainda mais enriquecida por trabalhos desenvolvidos por autores como Robert Dilts, Todd Epstein, Judith DeLozier, Steve Andréas, Tad James, entre outros, que têm feito vários acrescentos nesta metodologia, permitindo ser observada uma evolução na PNL, ao longo dos anos.
A intenção da PNL é criar um processo de autonomia e auto-conhecimento, que permita a cada um de nós ter um espaço de atuação na sua própria estrutura mental. Criando uma capacidade de aumento de auto performance.
Podemos dizer que a PNL é um process o educacional, de como usar melhor o nosso cérebro e os recursos emocionais que possuímos. Desta forma, a PNL tem utilidade em processos de grupo, formação e em processos individuais.
A tomada de consciência e alteração das estratégias mentais, que estão por detrás de um comportamento, levam a rápidos e eficazes resultados. Desta forma, torna-se uma ferramenta potenciadora em áreas como: comunicação, liderança, relações, foco, desempenho, auto-superação, aprendizagem, entre outras.
Os autores partiram, e muito bem, da premissa de que todos os seres humanos mudam no decorrer da vida. Para que essas mudanças ocorressem deveriam existir estratégias cerebrais que provocassem essas alterações.
Assim, com o desenvolvimento de pesquisas, comprovaram a existência destas estratégias e de uma estrutura do pensamento. Desde então, a Programação Neurolinguística parte da estrutura da experiência humana subjetiva, ou seja da forma como o ser humano representa as suas experiências e pensamentos, e como isso influencia o comportamento.
É interessante perceber, que dentro dessa estratégia, podemos ter elementos que nos estão a bloquear, como crenças limitadoras e condicionamentos.
Sendo eles resultado das experiencias, é impossível não os ter. Cada um de nós pode escolher ressignificar-los e desta forma atingir o seu potencial máximo.
Psicodrama
O Psicodrama é uma psicoterapia, em que muitas das suas técnicas também podem ser aplicadas em contexto de formação e workshops, de forma a possibilitar uma aprendizagem ativa e o desenvolvimento de papéis funcionais.
O Psicodrama (psico = mente; drama = ação) foi criado no início do século XX em Viena da Áustria por Jacob Levy Moreno. Reúne conceitos teóricos e práticos da Psicologia e do Teatro. Permite levar as pessoas a revivenciarem a sua própria realidade e a realidade do outro, como uma forma de autodescoberta e de compreensão das diferentes perspetivas.
No decorrer da nossa vida assumimos vários papéis tais como: Pai, Mãe, Filho, Chefe, Empregado, Marido, Esposa, Professora, Aluno, Amigo, o Forte, o Sensível, etc., neste seguimento, para o Psicodrama toda ação é realizada por meio de papéis, sendo estes a unidade cultural de conduta.
O Psicodrama é um método de pesquisa e intervenção, nas relações interpessoais nos grupos, entre grupos ou da relação da pessoa consigo mesma.
Mobiliza para ser possível vivenciar a realidade a partir do “prisma do outro”. Levando a um reconhecimento das diferenças existentes em cada elemento da sociedade e a procura de alternativas para a resolução do que é apresentado, de forma a expandir os recursos emocionais.
Segundo Moreno, se os papéis disfuncionais são desenvolvidos no contexto social, é num contexto social que devem ser tratados, ou seja em grupo. Desta forma a dramatização é o momento em que o protagonista, sobre a orientação do Diretor de Psicodrama, reproduz ou recria uma cena dramática.
No ato de dramatização é possível mais do que a simples repetição de papéis, tal como são desempenhados na nossa vida. Permite insights profundos por parte do paciente e/ou do grupo, a respeito do significado dos papéis assumidos durante a vida, bem como desenvolver competências e testar novas hipóteses.
O participante pode promover o seu autoconhecimento, através da expressão de pensamentos e emoções reprimidos ou ainda não manifestos. A mudança comportamental é assim adquirida de uma forma ativa.
Quando um comportamento natural – espontâneo – sofre um bloqueio, gera frustração. Isto pode resultar em respostas agressivas, regressão, apatia, depressão, intranquilidade… surgindo a necessidade de restabelecer uma segurança para manifestar o comportamento natural e espontâneo.
Uma das maneiras de compreender a si mesmo e ao outro é procurar entender a forma de comportamento assumido em cada papel. No Psicodrama esta consciência é trazida á tona.
Em suma: O Psicodrama é uma Psicoterapia que permite através da ação, a exploração da psique humana e dos seus vínculos emocionais; a libertação de padrões oprimidos ou potenciais ainda não vividos, numa expressão livre, espontânea e catártica.
Seja em contexto individual, de terapia de grupo ou workshop, o Psicodrama através das suas técnicas vivenciais, leva-nos a um mundo de possibilidades e de expressões. É possível , neste contexto, retratar momentos já vividos ou testar novas situações, alargando a nossa perspetiva.
O que eu quero é
Amar-te sem aprisionar
Conhecer-te sem julgar
Juntar-me a ti sem demandar
Afastar-me de ti sem culpar
Criticar-te sem magoar
Ajudar-te sem humilhar
Se eu poder receber o mesmo de ti
Poderemos ter um verdadeiro encontro
Enriquecendo-nos mutuamente
Virginia Satir
A Respiração Holotropica foi desenvolvida nos anos 80, pelo Psiquiatra Stanislav Grof e a sua esposa Christina Grof.
Esta abordagem terapêutica permite o acesso, num contexto seguro, a estados expandidos de consciência. Entrando num espaço onde deixamos de nos sentir limitados pelo ego, pelo espaço ou pelo tempo e onde encontramos de uma forma orgânica, dentro de uma sabedoria natural do nosso ser, a raiz de problemas emocionais ou psicossomáticos e a sua sanação.
Respiração Holotrópica
Com a Respiração Holotrópica pode-se atingir estados expandidos de consciência que levam a uma maior compreensão do nosso universo interior e do Todo. Podemos entrar nos domínios míticos e arquetípicos, do inconsciente coletivo, do transcendente e do universo cósmico
O processo, apesar de simples e baseado em mecanismos que nos são naturais como a respiração, decorre num ambiente sonoro com música evocativa, implica trabalho corporal focado e integração grupal. Deve assim, ser feito com um profissional certificado que acompanhe toda a experiencia, de forma a assegurar um processo expansivo e seguro.
Os estados de expansão são referidos e explicados pelos participantes, de todo o mundo, de forma variadíssima e singular. Cada experiencia está a dar resposta ao processo individual de cada participante e é determinada pela ação da sabedoria orgânica de cada um, tendo por base as suas necessidades intrínsecas.
Por tudo isso a Respiração Holotrópica é considerada uma das abordagens terapêuticas mais eficazes dentro da Terapia Transpessoal, sendo uma terapia de autorregulação.
Esta abordagem foi desenvolvida depois de Stanislav Grof ter acompanhado e analisado, ao longo de décadas, inúmeros casos. E ainda da compilação de informações sobre as suas investigações a abordagens ancestrais em estados expandidos de consciência, compreendendo o que as unia e de que forma as poderia transformar numa prática que permitisse a conexão com a totalidade do Ser, sem recurso a substâncias.
É uma extraordinária abordagem para quem quer ter um processo mais orgânico, sem análises cognitivas. Entrando numa conexão profunda com o seu inconsciente, ultrapassando a análise e compreensão da mente consciente, que já tem os seus caminhos mentais e ardilosos montados.
“
Agradeço a Gregory Bateson, um pensador original e criativo, com quem eu tive o privilégio de gastar centenas de horas em discussões pessoais e profissionais durante os dois anos e meio em que eramos “residentes-eruditos” no Instituto Esalen, em Big Sur, California, foi para mim um amigo especial e um importante professor. Nas nossas conversas, ele nunca se mostrou integralmente interessado no reino místico. Entretanto a incansável lógica da sua mente inquisitiva produziu uma crítica incisiva do pensamento mecanicista da ciência, fato que fortaleceu uma ampla abertura para a minha visão transpessoal.
Grof, o Jogo Cósmico
A ciência ainda não conseguiu dar resposta a todas as funções da nossa psique, assim uma experiência Holotrópica pode levar a níveis e a avanços, no processo psicológico, incalculáveis.





