

Autoestima
Em todo o mundo, ninguém é exatamente como eu. Algumas pessoas têm algumas partes que se parecem comigo, mas ninguém é idêntico a mim, portanto, tudo o que sai de mim é autenticamente meu, porque só eu o escolhi.
Tudo pertence a mim, o meu corpo, incluindo tudo o que este faz, a minha mente, incluindo todos os seus pensamentos e ideias, os meus olhos, incluindo as imagens que eles percebem, os meus sentimentos, sejam eles quais forem: raiva, alegria, frustração, amor, emoção, deceção, a minha boca, e todas as palavras que dela saem, agradáveis, doces e bruscas, certas ou erradas, a minha voz, forte ou suave, e todas as minhas ações, sejam elas para os outros ou a mim mesmo.
Eu tenho as minhas fantasias, os meus sonhos, as minhas esperanças, os meus medos. Eu tenho todos os meus triunfos e sucessos, todos os meus fracassos e erros. Porque tudo o que eu tenho é meu, me pertence, posso chegar a familiarizar-me intimamente comigo mesmo. E ao fazer isso eu posso amar e aceitar, e aceitar todas as partes do meu corpo.
Então eu posso fazer todo o possível para que, o que me pertence trabalhe para mim para conseguir o que é de melhor para mim. Eu sei que há aspetos sobre mim que me confundem, e outros que não conheço. Mas, como eu me amo espero corajosamente encontrar a solução para a minha confusão e como me conhecer melhor.
Eu posso descartar o que parece não encaixar, e manter o que se encaixa, e criar algo novo para substituir o que descartai. Eu posso ver, ouvir, sentir, pensar, falar e agir. Eu tenho as ferramentas para sobreviver, para chegar perto de outros, para ser produtivo. Eu me pertenço e, portanto, eu posso lidar comigo. Eu sou eu e eu estou bem!
O tema deste poema é o que eu chamo de auto-estima.” (Virginia Satir, em contacto íntimo, 1994, páginas 16-18)
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